os momentos despendidos aqui são de reconciliação com a vida

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sabiá com trevas.

POETA - s. m. e f.

Indivíduo que enxerga a semente germinar
e engole céu
Espécie de vasadouro para contradições
Sabiá com trevas
Sujeito inviável: aberto aos desentendimentos
como um rosto
(Glossário de transnominações em que não
se explicam algumas delas (nenhumas) -ou menos)

- Manoel de Barros -


eis.

3 comentários:

  1. Jon, isso que você mostrou foi realmente muito impactante, no entanto, não consegui tecer nenuhm comentário digno de perpetuação. Então como escrevi dia desses algo que fala sobre SER POETA, vou deixar aqui, sem a menor pretenção de traçar linhas de fuga que se liguem ao Manoel de Barros, nçao tenho palavras para dizer mais, eis meu poemeto:

    Um parque em chamas
    Uma alma em chamas.
    Estou sentindo na pele dos olhos
    -espaço entrementes espaço-
    o ser poeta que me habita.
    Como um Gárgula estático
    devoro a fumaça
    que sai dos corpos passantes
    e das luzes errantes.

    Ainda bem que eu vim.
    Há coisas que somente podem ser
    feitas na beira do mundo.
    E cá me encontro
    sorvendo o encanto
    que saborear a própria carne
    Num auto-antropofagismo
    que sempre escapa à lógica
    Mas se aproxima da compreensão.

    (escrito no parque da luz na virada cultural no caderninho que ganhei do djou)

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  2. sempre escapa à lógica...

    mas não há o que se aproxime mais da compreensão.

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  3. nossa, isso tudo foi.. doidjo.

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