os momentos despendidos aqui são de reconciliação com a vida

segunda-feira, 10 de março de 2014

madrugada adentro
afundo meu dia

a cada minuto que acordado fico
é um minuto a mais de raça no dia seguinte

foda-se
tá dahora
Ingênuo, fui fazer um poema. Sem querer inventei um mundo.

domingo, 9 de março de 2014

A PALAVRA

Matéria prima
Matéria bruta
Arbusto
Árvore
Busto de deusa.

Desejo
Busco
Insaciável
O gosto
Da palavra.

E descubro
Fico com frio
E dispo
Fico com medo
E danço
Então,
          Travesseiro.
todos os dias são

quinta-feira, 6 de março de 2014

nada tem uma somente essência

quarta-feira, 5 de março de 2014

Gripe

Frio

que arrebate o nariz
faz gotejar as pernas
tremelico louco
coberto por cobertas
-casacos-
ausência de cheiros
preguiça infinita:

não de escrever no meio da loucura um poema na nuvem do dia.

o céu está cinza? 

claro que não, são as idéias...

gripe não é doença, doença é ausência de poema, 
isso é que faz um mal danado.

Poema para um corpo distante

farto de materialidades

nutro o jardim de rosas, arredores do que tento ser,

com a matéria sonora que me envolve agora.

descubro meu corpo,

fico nu perante os sons graves;

me atordoa o movimento cíclico que toma conta da atmosfera do instante presente.

caminho pelo oceano de meus pensamentos

e nele revelo

uma saudade

que insiste em ser

olho d'água

em ser

fonte

,e assim, defronte ela,

balbucio lágrimas neutras

distantes das compreensividades

quase o mesmo tanto que dista, no campo da matéria,

o corpo distante motivador desse movimento de dedos, punho e não sei mais o quê.

germina uma rosa.