madrugada adentro
afundo meu dia
a cada minuto que acordado fico
é um minuto a mais de raça no dia seguinte
foda-se
tá dahora
os momentos despendidos aqui são de reconciliação com a vida
domingo, 9 de março de 2014
A PALAVRA
Matéria prima
Matéria bruta
Arbusto
Árvore
Busto de deusa.
Desejo
Busco
Insaciável
O gosto
Da palavra.
E descubro
Fico com frio
E dispo
Fico com medo
E danço
Então,
Travesseiro.
Matéria bruta
Arbusto
Árvore
Busto de deusa.
Desejo
Busco
Insaciável
O gosto
Da palavra.
E descubro
Fico com frio
E dispo
Fico com medo
E danço
Então,
Travesseiro.
quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Gripe
Frio
que arrebate o nariz
faz gotejar as pernas
tremelico louco
coberto por cobertas
-casacos-
ausência de cheiros
preguiça infinita:
não de escrever no meio da loucura um poema na nuvem do dia.
o céu está cinza?
claro que não, são as idéias...
gripe não é doença, doença é ausência de poema,
isso é que faz um mal danado.
que arrebate o nariz
faz gotejar as pernas
tremelico louco
coberto por cobertas
-casacos-
ausência de cheiros
preguiça infinita:
não de escrever no meio da loucura um poema na nuvem do dia.
o céu está cinza?
claro que não, são as idéias...
gripe não é doença, doença é ausência de poema,
isso é que faz um mal danado.
Poema para um corpo distante
farto de materialidades
nutro o jardim de rosas, arredores do que tento ser,
com a matéria sonora que me envolve agora.
descubro meu corpo,
fico nu perante os sons graves;
me atordoa o movimento cíclico que toma conta da atmosfera do instante presente.
caminho pelo oceano de meus pensamentos
e nele revelo
uma saudade
que insiste em ser
olho d'água
em ser
fonte
,e assim, defronte ela,
balbucio lágrimas neutras
distantes das compreensividades
quase o mesmo tanto que dista, no campo da matéria,
o corpo distante motivador desse movimento de dedos, punho e não sei mais o quê.
germina uma rosa.
nutro o jardim de rosas, arredores do que tento ser,
com a matéria sonora que me envolve agora.
descubro meu corpo,
fico nu perante os sons graves;
me atordoa o movimento cíclico que toma conta da atmosfera do instante presente.
caminho pelo oceano de meus pensamentos
e nele revelo
uma saudade
que insiste em ser
olho d'água
em ser
fonte
,e assim, defronte ela,
balbucio lágrimas neutras
distantes das compreensividades
quase o mesmo tanto que dista, no campo da matéria,
o corpo distante motivador desse movimento de dedos, punho e não sei mais o quê.
germina uma rosa.
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