os momentos despendidos aqui são de reconciliação com a vida
quinta-feira, 6 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
Gripe
Frio
que arrebate o nariz
faz gotejar as pernas
tremelico louco
coberto por cobertas
-casacos-
ausência de cheiros
preguiça infinita:
não de escrever no meio da loucura um poema na nuvem do dia.
o céu está cinza?
claro que não, são as idéias...
gripe não é doença, doença é ausência de poema,
isso é que faz um mal danado.
que arrebate o nariz
faz gotejar as pernas
tremelico louco
coberto por cobertas
-casacos-
ausência de cheiros
preguiça infinita:
não de escrever no meio da loucura um poema na nuvem do dia.
o céu está cinza?
claro que não, são as idéias...
gripe não é doença, doença é ausência de poema,
isso é que faz um mal danado.
Poema para um corpo distante
farto de materialidades
nutro o jardim de rosas, arredores do que tento ser,
com a matéria sonora que me envolve agora.
descubro meu corpo,
fico nu perante os sons graves;
me atordoa o movimento cíclico que toma conta da atmosfera do instante presente.
caminho pelo oceano de meus pensamentos
e nele revelo
uma saudade
que insiste em ser
olho d'água
em ser
fonte
,e assim, defronte ela,
balbucio lágrimas neutras
distantes das compreensividades
quase o mesmo tanto que dista, no campo da matéria,
o corpo distante motivador desse movimento de dedos, punho e não sei mais o quê.
germina uma rosa.
nutro o jardim de rosas, arredores do que tento ser,
com a matéria sonora que me envolve agora.
descubro meu corpo,
fico nu perante os sons graves;
me atordoa o movimento cíclico que toma conta da atmosfera do instante presente.
caminho pelo oceano de meus pensamentos
e nele revelo
uma saudade
que insiste em ser
olho d'água
em ser
fonte
,e assim, defronte ela,
balbucio lágrimas neutras
distantes das compreensividades
quase o mesmo tanto que dista, no campo da matéria,
o corpo distante motivador desse movimento de dedos, punho e não sei mais o quê.
germina uma rosa.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
grava
na memória
como se tudo fosse perene
o nó que se fez
as anotações em giz
que te são importantes
mas já não sei
o que passa
o que passou
cada sempre é um novo
e cada novo é uma angústia
e cada angústia é cheia de palavras
que têm vontade de serem escritas
já eu, poço de nadas,
morada de moréias elétricas,
cada qual com seu pedaço de mim,
me desfaço e não me reconheço,
cada instante é um instante de incerteza,
e então as brindo
e brinco, seguro de si,
só para quem está de fora,
sozinho deito no chão
e choro,
rolo lágrimas.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Nossa plenitude
Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros.
Lygia Fagundes Telles
em As Meninas
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