os momentos despendidos aqui são de reconciliação com a vida
sábado, 25 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Nossa plenitude
Quero te dizer também que nós, as criaturas humanas, vivemos muito (ou deixamos de viver) em função das imaginações geradas pelo nosso medo. Imaginamos consequências, censuras, sofrimentos que talvez não venham nunca e assim fugimos ao que é mais vital, mais profundo, mais vivo. A verdade, meu querido, é que a vida, o mundo dobra-se sempre às nossas decisões. Não nos esqueçamos das cicatrizes feitas pela morte. Nossa plenitude, eis o que importa. Elaboremos em nós as forças que nos farão plenos e verdadeiros.
Lygia Fagundes Telles
em As Meninas
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
algo acaba - algo começa
meça o que começa
nao como quem acaba
mas como quem arremessa
um porvir que nao é nada.
considere o que nao interessa
ideia clara, nova, velha, borrada
vai assim sem pressa
faz do tempo tua morada
que de repente numa travessa
escura
perdida
incerta
pode ter uma charada
que vai te divertir à beça.
nao como quem acaba
mas como quem arremessa
um porvir que nao é nada.
considere o que nao interessa
ideia clara, nova, velha, borrada
vai assim sem pressa
faz do tempo tua morada
que de repente numa travessa
escura
perdida
incerta
pode ter uma charada
que vai te divertir à beça.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
poesia para o saraumberê
o ar às (avessas)
inversos - reversões - imaginações - desejos - estares - diversares - diversões
corpos
simples corpos
respirando
com ajuda de
palavras necessárias
sons necessários
movimentos necessários
cores necessárias
corpos
simples corpos
inventando
universos respirando o ar às (avessas)
numa espécie de
sarau.
inversos - reversões - imaginações - desejos - estares - diversares - diversões
corpos
simples corpos
respirando
com ajuda de
palavras necessárias
sons necessários
movimentos necessários
cores necessárias
corpos
simples corpos
inventando
universos respirando o ar às (avessas)
numa espécie de
sarau.
domingo, 13 de outubro de 2013
Para os cadernos de impressões da Isa Ferraz
parece isca
amarra, percorre, traça,
fura também
linha que se aventura e descobre
diz futuridades inexistentes
como se materializasse a possibilidade de um porvir
incerto como o local do furo
o grão o grão
grande sugestão
caminho desfeito despercorrido por ninguém
um vão entre o tempo da correria
linha que se aventura e desvia
do que já não quer, talvez já não consiga, inglutir.
se amarra:
na ideia.
faz carreteis de deslumbramentos
linhas digitais redondas como dedos se reconfigurando
dedos que já não querem mais dedos ser
sejamos os dados,
dedos errados, de preferência.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
libertango
tanto dilúvio
insistências
tanto dentro
tanto fora
cala a flor que murcha
nada reclama
contudo
tem uma força sem tamanho
vísceras de tango
insistências
tanto dentro
tanto fora
cala a flor que murcha
nada reclama
contudo
tem uma força sem tamanho
vísceras de tango
Assinar:
Postagens (Atom)
