os momentos despendidos aqui são de reconciliação com a vida
domingo, 13 de outubro de 2013
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
libertango
tanto dilúvio
insistências
tanto dentro
tanto fora
cala a flor que murcha
nada reclama
contudo
tem uma força sem tamanho
vísceras de tango
insistências
tanto dentro
tanto fora
cala a flor que murcha
nada reclama
contudo
tem uma força sem tamanho
vísceras de tango
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Céu da boca
ESTRELAS
Imagem primeira de um céu
Ideia que nasce
E na metrópole morre.
Na maior cidade
Menos estrelas,
Na menor cidade
Mais luzes
luscos fuscos
Obtusos olhares
Estrangeiros
Estrangeiro
Sou todo olhar percepção. Imaginação
No movimento dos teus céus
Sua língua
Junto à minha
Sua boca
Perdida
No caminho torto
Da minha boca.
Assim te vejo
Céu
Estrela
Beijo
Boca
Imagem primeira de um céu
Ideia que nasce
E na metrópole morre.
Na maior cidade
Menos estrelas,
Na menor cidade
Mais luzes
luscos fuscos
Obtusos olhares
Estrangeiros
Estrangeiro
Sou todo olhar percepção. Imaginação
No movimento dos teus céus
Sua língua
Junto à minha
Sua boca
Perdida
No caminho torto
Da minha boca.
Assim te vejo
Céu
Estrela
Beijo
Boca
quinta-feira, 28 de março de 2013
Poemeto Contemporâneo
Memórias que sangram.
Singram os defeitos internalizados
ladeiras de superações se impõem
e desafios de personalidades rastejam por entre a noite
de lua cheia.
Singelas
as lembranças minam de profundezas
olhares miram o tênue véu que cobre o lago
da memória.
Moram no despejo inusitado
lodos de certezas fundas, caminhos desvariados,
cada qual arremessa seu pedregulho e forma ondas
pequenos desvãos nos cursos previsíveis
sendas inusitadas germinam de palavras que moldam o mundo
golas de camisas comuns que vestimos,
dia-a-dia,
detalhes que engolem o que nasce e cola no esôfago,
goles de poemas que brindam a asia, o desuso, a infinita
sede desse impetuoso fim de calar as calhas que colhem os restos;
dados ao léu
disfunções que distam de sedes
eus silenciosos.
Seus.
Zeus.
Deus(zes).
Sau.
Dades.
Ades.
(^)
Singram os defeitos internalizados
ladeiras de superações se impõem
e desafios de personalidades rastejam por entre a noite
de lua cheia.
Singelas
as lembranças minam de profundezas
olhares miram o tênue véu que cobre o lago
da memória.
Moram no despejo inusitado
lodos de certezas fundas, caminhos desvariados,
cada qual arremessa seu pedregulho e forma ondas
pequenos desvãos nos cursos previsíveis
sendas inusitadas germinam de palavras que moldam o mundo
golas de camisas comuns que vestimos,
dia-a-dia,
detalhes que engolem o que nasce e cola no esôfago,
goles de poemas que brindam a asia, o desuso, a infinita
sede desse impetuoso fim de calar as calhas que colhem os restos;
dados ao léu
disfunções que distam de sedes
eus silenciosos.
Seus.
Zeus.
Deus(zes).
Sau.
Dades.
Ades.
(^)
sexta-feira, 15 de março de 2013
cada sentimento se mistura
uma imagem traz a tona
à margem
toa aquilo que cobre
descobre aquilo que destoa
e que outrora
guardava convicto
de que o silêncio
fazia dormir as palavras
intui o erro
caminho verdejante sobra sozinho
e a grama queima
sobra do mato pouco
os animais fogem
galinhas
cobras
macacos
micos ficam
pulando de galho em galho
de gole em gole
de fala em fala
sem vergonha
como uma criança que fala um absurdo
sem saber que é um absurdo.
uma imagem traz a tona
à margem
toa aquilo que cobre
descobre aquilo que destoa
e que outrora
guardava convicto
de que o silêncio
fazia dormir as palavras
intui o erro
caminho verdejante sobra sozinho
e a grama queima
sobra do mato pouco
os animais fogem
galinhas
cobras
macacos
micos ficam
pulando de galho em galho
de gole em gole
de fala em fala
sem vergonha
como uma criança que fala um absurdo
sem saber que é um absurdo.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
fragmentos
redesafinando sóis
longilíneas linhas
incompatíveis desejos
sois nadas
caminhos
devires
conjecturas
calientes
sombrias serenatas ao meio dia
sem sóis
som sem
só
pó
pãosdeló
------------
outrora o tempo me avisou
sim, eu sou sem forma
amorfo
sem vez
se assim é
o ser
para ser
----------------
O delírio e a desgraça de se conhecer alguém é que a partir de poucas palavras escutadas se engendram no pensamento inúmeras sentenças que são além de imaginação, que constroem a realidade e se divertem com o pouco conhecimento de mundo de nós.
--------------
Já dizia o sábio chinês:
de noite cachaça
de dia linhaça
longilíneas linhas
incompatíveis desejos
sois nadas
caminhos
devires
conjecturas
calientes
sombrias serenatas ao meio dia
sem sóis
som sem
só
pó
pãosdeló
------------
outrora o tempo me avisou
sim, eu sou sem forma
amorfo
sem vez
se assim é
o ser
para ser
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O delírio e a desgraça de se conhecer alguém é que a partir de poucas palavras escutadas se engendram no pensamento inúmeras sentenças que são além de imaginação, que constroem a realidade e se divertem com o pouco conhecimento de mundo de nós.
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Já dizia o sábio chinês:
de noite cachaça
de dia linhaça
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